O projecto educativo Versão para impressão Enviar por E-mail

PROJETO EDUCATIVO - 2010 - 2014

“Biodiversidade”

Jardim-de-Infância

1º Ciclo

 

Índice

 

Introdução

 
A) CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA
1- Localização Geográfica
2- Caracterização Física
3- Caracterização dos Recursos Humanos
4- Caracterização dos Discentes

 
B) DEFINIÇÃO DE PROJETO EDUCATIVO
1- Projeto em Educação
2- Necessidade de um Projeto Educativo
 
C) PLANO DE TRABALHOS
 
 

Introdução

 
À escola de hoje é pedido que desempenhe papeis que excedem em muito a mera transmissão e aquisição de conhecimentos. Não se pode esquecer a dimensão social presente na educação “Formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas” diz Paulo Freire (1997:15). A escola é, portanto, uma instituição que não se esgota na instrução e que tem de ampliar o seu papel a uma formação geradora de uma real educação.
Mas estes novos mandatos de escola implicam que ela institua uma forte relação com os contextos e a comunidade em que está inserida, implicam reconhecer-lhe autonomia e implicam conceber os/as professores/as como agentes ativos na configuração do currículo. Estes novos mandatos pressupõem uma escola “que se constrói na e com a comunidade e que privilegia, simultaneamente, o estabelecimento de relações com o exterior (...) e uma rede de comunicações no eu interior” (Fernandes, P., 2001:82).
 
A) Caracterização da Escola
1- Localização Geográfica
 
O Externato Miguel Ângelo localiza-se em Carcavelos, no concelho de Cascais, na rua Dr.Marques da Mata nº19  2775-607 Carcavelos.
 
2- Caracterização Física
 
O Externato está dividido em dois edifícios simétricos, cada um com dois andares. No rés do chão do edifício 1 encontra-se a secretaria, sala da direção, sala do 1º ano, casa-de-banho e a sala dos 4 anos. No 1ºandar encontra-se a sala de 2ºano, 3ºano e 4ºano.
No rés do chão do edifício 2 estão as salas dos 3 anos e 5 anos, mesmo como o refeitório com casa-de-banho, cozinha, copa, despensa, casa-de-canho do Jardim-de-Infância, casa-de-banho de adultos, casa-de-banho de deficientes, armazém.

 

Espaços destinados a:

Jardim-de-Infância

1º Ciclo

Sala dos 3 anos

Sala do 1ºano

Sala dos 4 anos

Sala do 2ºano

Sala dos 5 anos

Sala do 3ºano

Recreio 1

Sala do 4ºano

-

Recreio 2

 

Espaços Comuns:

Refeitório

Ginásio

 

WC

Edifício do Jardim-de-Infâcia

Edifício do 1ºCiclo

Refeitório

Adultos

Deficientes

 

Espaços Administrativo:

Secretaria

Direção

3- Caracterização dos Recursos Humanos

 

Pessoal Docente

Educadores de Infância: 5

Professores de 1º Ciclo: 5

Professor de Inglês: 1

Professor de Música: 1

Professor de Educação Física: 2

Professor de Ballet: 1

Professor de Karaté: 1

Professor de Viola: 1

Maestro - Coro: 1

Direcção Pedagógica: 2

 

 

Pessoal Não Docente

Auxiliar da Acção Educativa: 4

Cozinheira: 1

Auxiliar de Cozinha: 1

Empregada de Limpeza: 2

Administrativa: 2

 

 

2- Caracterização dos Discentes

 

Números de Alunos

Jardim-de-Infância

1º Ciclo

75

96

 

B) Definição de Projeto Educativo

1 - Projeto em Educação


No campo da educação, na literatura especializada atual ou historicamente datada, assim como vida prática os educadores, a referência ao termo PROJETO é frequente: Projeto Pedagógico, Projeto Educativo, Projeto de Formação de Professores, Pedagogia de Projeto, Projeto de Intervenção Cultural...


Esta profusão do uso da palavra pode ser entendida como um intenção valorativa do que se propõe ou se pensa desenvolver. A ideia de «projeto» contém, em si mesma, a carga positiva ou, pelo menos, o benefício da dúvida que se deposita numa intenção que se declara.

Entende-se PROJETO EDUCATIVO como a opção por valores e finalidades, a definição de uma orientação cujo problema ou aspiração foi identificado com que se pretende o desenvolvimento e a inserção criativa do sujeito em diferentes situações.


A decisão de elaboração do projeto, tomada pela escola representa o primeiro momento importante deste processo, que pode ser desencadeado nomeadamente por:

 

—  necessidades ou problemas identificados;

—  aspirações de mudança e melhoria do trabalho que se desenvolve na escola.


A partir desta decisão deverá desenvolver-se a discussão sobre os princípios, valores, modelos educativos por que se optar tendo em conta o conhecimento existente sobre as características, condicionalismos e potencialidades da realidade (humano e material) da escola (diagnóstico da situação).


É com base nos dados recolhidos e na discussão realizada que é tomada a segunda grande decisão – identificação dos valores e grande objectivos que definam a lógica de funcionamento que deve orientar e mobilizar os atores na acção (ações) a desenvolver.

 
Daí que se coloquem desde logo várias questões funcionais, a saber:

 

— quem participa nesta discussão

— onde, em que lugares se desenrola

— como se desenrola



2- Necessidade de um Projeto Educativo

 


A necessidade da elaboração, como figuras anecipadoras do tempo futuro, contém em si, uma dimensão de valorização social. É valorizante ter uma linha diretriz de ação e explicitá-la.


O imperativo social de existência de projetos, encontra nas teorias sobre a auto-organização e autonomia dos indivíduos e das organizações os seus fundamentos científicos.


A consideração de determinismos sociais, forças ou razões universais para compreender a ação dos atores sociais revela-se insuficiente.


A noção de projecto – individual ou organizacional – torna-se central ao ter-se em conta o papel dos atores sociais no construir de sistemas finalizados.


No domínio da Educação esta linha de pensar vem refletir-se no debate sobre a qualidade e desempenho da escola.


Nesta discussão, investigadores e decisores políticos, ao reconhecerem a escola como organização social específica, espaço privilegiado de intervenção e decisão tendem a convergir na identificação do Projeto Educativo, como um dos pontos fortes de alteração de vida organizativa da escola e no considerar a sua importância na rearticulação entre os diferentes níveis do Sistema Educativo.


Entendemos, pois, que é no quadro da reconceptualização da escola e da redefinição do seu papel, como unidade fundamental na estrutura dos Sistema Educativo que emerge a definição de Projeto Educativo como um dos “pivots” da política da escola.

 
O Projeto Educativo, surge, como a expressão concreta desta política, construída no âmbito da autonomia que a organização-escola é capaz ou pode construir.


O modo como é pensado e contruído um projeto, em qualquer campo de atividades, reflete-se na qualidade e intensidade dos seus efeitos.


Os resultados a que a investigação vem chegando sobre o papel dos atores no funcionamento das organizações, entendidas como construídos sociais, assim como, sobre a importância da organização da escola, no desenvolvimento global dos alunos, exige que se analisem os processos e procedimentos utilizados na elaboração do Projeto Educativo.


As opções tomadas pela comunidade educativa, traduzem-se na lógica ou lógicas de funcionamento presentes no Projeto Educativo.


A análise dos processos e procedimentos utilizados pela escola na construção do Projeto surge, assim, como um elemento necessário à compreensão quer da opção pela lógica de funcionamento aí definida quer à compreensão-explicação dos reflexos desta lógica no quotidiano da escola.

C) Plano de Trabalhos

 

Externato Miguel Ângelo©2009 - Site desenvolvido por fj7.org - Grafismos na Web